Solimar Isaac

escritório de arquitetura e urbanismo

First Christian Church

Casa Acessível de Container em Quebec

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Os contêineres de transporte estão na vanguarda de uma nova era de utilidade. Tradicionalmente utilizado para transportar mercadorias via navio de carga, trem ou caminhão, essas caixas de aço capazes de suportar grandes quantidades de pressão e peso. Isto fá-los estruturalmente estável, à prova de fogo, prova do molde e à prova de intempéries. Infelizmente cada um tem uma vida útil de apenas 20 anos para a sua finalidade original. Isso significa que quando seu trabalho é feito transportar o material, eles se aposentou e enviado aos estaleiros lixo ou aterros sanitários, embora eles ainda estão estruturalmente sólida. Agora, arquitetos e designers reconhecer a sua utilidade como blocos de construção para casas, escritórios, apartamentos, escolas e muito mais. Esta casa foi construída em Quebec por uma intenção do casal em reduzir a quantidade de madeira que vai para a construção de casas e também poupar dinheiro.

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Olhando-o um exterior nunca saberia que sete 8 x 20 m contêineres foram utilizados para construir esta casa. Isso porque o exterior é revestido em tapume normal e 5 a 5 1 / 2 cm de espuma isolante spray. Dentro, porém, você pode ver o interior de cada recipiente de transporte e estrutura de aço corrugado. Mesmo os números de série de cada recipiente e alguns dentes são visíveis. Nem todas as casas são como contentores de transporte que, embora, muitas são revestidas em ambos interior e exterior com materiais convencionais para ocultar a estrutura de aço. Mas este casal Quebec, arquiteto Bernard Morin e sua esposa Joyce Labelle, quis mostrar os recipientes para o que são - moderna e forte.

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A casa de 4 quartos é de 3.000 metros quadrados e construída para uma família com seis filhos. Uma casa tradicional com deste porte com madeira enquadramento teria custado à família, pelo menos, 400 mil dólares, mas o custo da família apenas US $ 175.000. Isso representa US $ 58 por pé quadrado - praticamente inédito para uma casa americana. Que é uma das razões pelas quais casas contêiner estão se tornando tão populares - eles são baratos para construir. Eles também têm uma série de outros benefícios como a estabilidade estrutural, baixa manutenção, podridão e mofo-prova, e eles são muito fáceis de unir e construir uma casa em um curto espaço de tempo. Esta casa teve apenas 10 meses para construir para fora.

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Tendência de cores para 2010

Tendências de Cores para 2010

Depois de um período de turbulência em 2009, o próximo ano promete ser mais azul. Ao menos é o que apontam as principais pesquisas sobre as cores. Segundo o Colour Futures 2010, estudo mundial sobre tendências e desenvolvimento de cores, o Céu Californiano será a cor do próximo ano.

Esta cor foi apontada pelo estudo publicado no Brasil pela Tintas Coral e simboliza horizontes infinitos, novos começos e energias renovadas. O Colour Futures 2010 é um estudo mundial sobre tendências e desenvolvimento de cores e fruto de uma pesquisa sobre diversos fatores da sociedade como arquitetura, design, artes, cultura, moda, realidades política e econômica global.

O tom “Céu Californiano” pode ser associado a um céu amplo, ao frescor da brisa e ar puro. É caracterizada pelos especialistas como uma cor otimista e com capacidade de oferecer sensação de pureza e bondade. “Tons de azul claros e etéreos como a cor de 2010 são reconhecidos por serem refrescantes, reconfortantes e liberadores, além de oferecerem grande auxílio no combate à tensão, cansaço físico e exaustão”, explica Paola Vieira, Gerente Global de Cores da AkzoNobel e integrante do time internacional de oito especialistas do Colour Futures.

As características da cor “Céu Californiano”, considerada a melhor representante do estado de espírito do próximo ano, estão associadas à mensagem-chave do Colour Futures 2010: Recuperação. A palavra remete ao atual estado de espírito da sociedade, que se direciona a um papel mais ativo do indivíduo. “Acreditamos que em um momento de incertezas quanto à economia, política e meio ambiente, a ideia é que as pessoas passem a valorizar mais os amigos, a família e as comunidades locais, além de cuidarem do planeta em prol de um futuro saudável”, diz Benito Berretta, Diretor de Marketing da AkzoNobel.

Segundo o estudo, “Recuperação” oferece a todos a oportunidade de rever, criar melhor, aperfeiçoar o que já existe, recuperando o sentimento de sabedoria coletiva para o futuro. E é justamente dentro desse contexto que a equipe de especialistas do Colour Futures identificou cinco temas predominantes em 2010 – e suas respectivas coleções de cores: Espaço Silencioso, Fantasia Fluida, Convicção Fundamental, Espírito Livre e Doce Lembrança.

Espaço Silencioso
O tema aponta uma nova tendência de consumo dirigida ao que realmente tem valor em contraposição ao modismo – a sociedade já não se sente mais tão atraída pelas ilimitadas possibilidades de escolha. Este novo enfoque dado ao consumo realça conceitos e manifestações até então deixadas de fora, em um período de busca pelas manifestações mais óbvias do luxo, como poesia e mistério. Segundo o Colour Futures, esta nova independência de estilo deve recuperar um sentido real de beleza criativa e de escolha pessoal.

A característica predominante desta paleta é uma alquimia esfumaçada – sutil, subentendida e plena de cores atmosféricas que intrigam o olhar e alimentam a alma. Em contraste a uma paleta de tons espaciais de azuis escurecidos, verdes-azulados e cinzas minerais, cores individuais podem tornar-se um foco bem definido dentro do ambiente.

Fantasia Fluida
O esgotamento dos recursos do planeta está nos encorajando a procurar materiais não-naturais de maneiras inovadoras. Para essa nova atitude, bastante sintética, torna-se essencial a colaboração entre as diferentes indústrias. Segundo o estudo, este estado de fluxo é uma característica que define o presente – a sensação de movimento constante, de transição e de trabalho em andamento. A rápida evolução da tecnologia e a construção gerada a partir da informática permitem que as mais complexas formas e superfícies sejam criadas por meio dos mais modernos processos de fabricação, antes desconhecidos.

Esta paleta é de tons frescos e acres que parecem cintilar, fluir e brilhar, como também se movimentar de uma maneira alegre e desenfreada. Aqui as tonalidades são intensas, efervescentes e futurísticas – vermelhos sólidos e saturados fazem contraponto com rosa-pink, amarelo e turquesa em tons luminosos e pulsantes. Tons pastéis vívidos e quase fluorescentes, de energéticos efeitos óticos, explodem e irradiam.

Convicção Fundamental
O estudo notou uma realidade na qual a diferença entre o falso e verdadeiro está se tornando cada vez mais confusa, provocando uma carência imensa no sentido de recuperar a noção de confiança. Inocência e razão estão sendo redescobertas num momento em que os valores existentes são desafiados.  A mesa de refeições tornou-se uma metáfora visual para um novo desejo por verdade e simplicidade – qualidades que estão sendo vistas como universais e duráveis em um mundo de mudanças cada vez mais frenéticas.

Paleta de cores: os tons nos fazem lembrar grãos, ervas e flores medicinais – tons sutis que evocam um estilo de vida autêntico. Tons como o pálido da rosa selvagem, o dourado da casca da árvore, o verde musgo, e argila suave fazem alusão aos corantes naturais e aos pigmentos da terra. Cores que possuem caráter e personalidade, quase além da moda, são atemporais, descontraídas e harmoniosas.

Espírito Livre
Este tema simboliza individualidade, enfrentar sozinho a multidão, ousar ser diferente ou até mesmo um pouco rebelde. Os verdadeiros artistas e aqueles na vanguarda da moda sempre demonstraram um sentido peculiar de expressão pessoal e de pensamento à frente dos demais. Na medida em que nos empenhamos na recuperação da verdade contra as estereotipias, o nosso desejo de ser diferente volta a emergir.

Estas atitudes não-convencionais resultam numa paleta com atitude e afirmação – combinações de cores surpreendentes desafiam nossa percepção de coordenação usual e acomodada. Plásticos brilhantes se misturam tranquilamente e sem restrições com tonalidades terrosas; cores claras em tons pastéis se juntam a tons reduzidos e sutis. O resultado é uma combinação que sugere atmosfera e imagem alternativa de cultura popular urbana e uma vitalidade alegre e otimista.

Doce Lembrança
Hoje estamos no processo de revisitar os clássicos a fim de recuperar nossa cultura e história e compreender melhor onde nos encontramos no momento presente. Precisamos achar um contexto para nossas vidas e para nossa criatividade que possa ser direcionado para a flexibilidade criativa. Brincar com ícones do passado, reeditando e recontextualizando-os, trazendo-os ao presente, faz com que consigamos compreender e expressar melhor nossa herança cultural. Esta recuperação histórica do design nos fornece uma oportunidade de reformular nosso futuro e seguir em frente com humor e graça.

O calor desta paleta bem feminina é reconfortante, tranquilizante e reflete uma imagem de suave elegância – enquanto recebe vivacidade e um foco atual através da soma de tons profundos e icônicos, como cinza estanho, bronze esverdeado, vermelho laca e ouro velho.

Vodafone Head Office - Portugal


Em 1984, a Vodafone foi fundada, era uma empresa de pequeno porte. Hoje, é uma das principais empresas mundiais de telecomunicações móveis com atividades globais. Sede bem localizada Vodafone Português está na Avenida da Boavista no Porto (Porto), o homónimo de vinho do Porto e segunda cidade de Portugal global, depois de Lisboa.

O edifício super moderno foi desenhado pelos arquitectos José António Barbosa e Pedro Guimarães de Barbosa Guimarães Arquitectos.

O desejo do arquiteto, para refletir o credo da Vodafone “Vodafone Life, Life in Motion” conduzirá à criação de um edifício que desafia a estática e parece estar fora de equilíbrio. Três andares do edifício de oito pisos são subterrâneos. A secção transversal revela uma pegada desigual quase como se toda a estrutura havia caído do céu a uma grande velocidade e bateu-se para a terra onde se senta agora, só em parte exposto e ligeiramente despenteado. Totalmente desconstrutivista.

Na verdade, a fachada lembra-nos de um projeto de origami ligeiramente inacabadas que acabará por se tornar um modelo de escala de um museu, os pontos de vista dentro trazems variações de espaços angulares, desigual e agradavelmente resolvidas.

Um belo projeto contemporâneo e com muita personalidade. Fica ai a dica de uma boa arquitetura.

Abraços e beijos

Solimar Isaac

ARQUITETURA ESPACIAL

Uma pesquisa do governo britânico revela que a arquitetura espacial terá um rápido crescimento até 2030. O relatório encomendado pelo governo, intitulado ‘A forma dos novos empregos: possível surgimento de novas carreiras com os avanços da ciência e tecnologia’, defende que o Arquiteto Espacial será uma profissão com alta demanda nos próximos anos. Os desenvolvimentos científico-tecnológicos significam que arquitetos deverão buscar soluções que permitam morada física no espaço e em outros planetas. De acordo com o relatório, Arquitetos espaciais, pilotos e guias turísticos foram considerados os papeis mais aspirados na lista de empregos para o futuro.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse: ” Uma prioridade para este governo é preparar a economia da Grã-Bretanha para o futuro e garantir que os jovens tenham acesso às oportunidades que as inovações científicas trarão. A forma dos empregos que estão por vir mostra o que será oferecido para a nova geração. Espero que isso inspire os jovens a melhorarem habilidades e treinarem o que irão precisar para o sucesso”.

Empresas como a Virgin Galactic e Sasakawa International Centre for Space Architecture (SICSA) estão avançando com projetos de turismo espacial. Sir Richard Branson revelou recentemente que a SpaceShipTwo, primeira companhia espacial comercial do mundo, tem vôos turísticos diários, planejados para começar no Porto Espacial Virgin Galactic, no Novo México. Desenhado por Foster and Partners, a pista de 3.048 metros do porto espacial está atualmente em construção e deve ficar pronta até o fim de 2010. Os atuais projetos da SICSA incluem uma estufa em Marte, postos lunares e veículos de exploração espacial.

Cores e estampas

O meu poste desta vez traz uma ampliação em uma casa de Fazenda na cidade de Tiete, interior de São Paulo.

Neste projeto o conforto é plenamente valorizado e a decoração abusou de cores e estampas, tendo como pano de fundo os elementos estruturais na cor branca. As grandes esquadrias trazem para o interior o lado bucólico da fazenda.

O resultado foi uma decoração aconchegante e com personalidade.

Beijos e até mais.

Arquiteta Solimar Isaac

55 11 2229 6562

55 11 8776 5034

www.solimararquitetura.com

Elevador MAIS que panorâmico!

A Sears Tower, um dos edifícios mais imponentes dos Estados Unidos, inaugurou essa semana um elevador transparente, chamado The Ledge.

O passeio turístico no elevador mostra a cidade de Chicago inteirinha, abaixo de seus pés:

Quem vai?? Você vai??

Aos 101, Niemeyer conclui dois novos projetos e lança livro

Propostas são de uma torre de 60 m em Niterói e de um prédio que abrigará uma biblioteca árabe/sul-americana na Argélia

Ainda não há prazo para o início das duas obras; hoje, no Rio, arquiteto lança o livro ilustrado “Oscar Niemeyer 1999-2009″ e uma revista

Rafael Andrade/Folha Imagem

Oscar Niemeyer no seu escritório, em Copacabana; ele lança livro hoje com síntese de sua obra

SERGIO TORRES
CLAUDIA ANTUNES
DA SUCURSAL DO RIO

O arquiteto Oscar Niemeyer, 101, concluiu dois novos projetos imponentes -uma torre de 60 metros em Niterói (a 15 km do Rio) e o prédio que abrigará em Argel (Argélia) uma biblioteca árabe/sul-americana.
Ele lança hoje no Rio o livro ilustrado “Oscar Niemeyer 1999-2009″, síntese de sua obra nos dez últimos anos, e o quarto volume de “Nosso Caminho”, revista trimestral que edita com a mulher, Vera Lúcia.
Com 60 m de altura, avistada a quilômetros quando pronta, a torre em forma de cogumelo foi projetada para ficar a dez passos da baía de Guanabara -e é rara no portfólio do mais consagrado arquiteto brasileiro.
A Prefeitura de Niterói espera obter os R$ 19 milhões para a obra -ou ao menos parte deles- junto à iniciativa privada.
Ao projetar a torre, Niemeyer procurava algo para suprir o veto da Igreja Católica, em 2004, à catedral que desenhara para Niterói -projeto do qual se orgulhava; reputava-o como um de seus melhores em décadas de trabalho. Da mesma forma, também não seria erguida a catedral evangélica.
Quase lado a lado, as catedrais seriam destaques do Caminho Niemeyer, prédios do arquiteto ao longo da orla.
O primeiro deles, na década passada, foi o MAC (Museu de Arte Contemporânea), grande atração turística brasileira. Também estão prontas uma estação hidroviária, a praça JK, o Teatro Popular (em reforma) e um memorial. Os museus Oscar Niemeyer e do Cinema já têm os prédios erguidos.
“O tal Caminho Niemeyer vinha muito devagar, não havia dinheiro. De modo que, o tempo correndo assim lentamente, a gente vai tendo ideia. O projeto vai se modificando. A torre foi uma coisa que me ocorreu. Estava no meio da baía, lembrei da torre”, disse ele à Folha ontem no escritório de Copacabana (zona sul do Rio).
Para acompanhar as obras que estão em andamento, o arquiteto vai toda quarta a Niterói. Também projetou para o local um centro de convenções e uma nova estação de barcas.
“Estou me dedicando muito a essa obra em Niterói. Acho que vai ficar muito bom. O momento não dá ideia. Os prédios estão dentro da praça. No dia em que tivermos a praça completa, os prédios aparecem. Acho que essa obra em Niterói vai ser uma surpresa.”
Já o convite para construir a biblioteca na capital da Argélia veio no início do ano. Na década de 1970, Niemeyer projetou lá uma universidade e uma mesquita.
A construção será uma das principais sedes do projeto BibliAspa (Biblioteca América do Sul-Países Árabes), aprovado em 2005, com o objetivo de criar uma rede de centros de divulgação e pesquisa. Ainda não há previsão de construção, conclusão ou custos.
No Brasil, o projeto é dirigido por Paulo Daniel Farah, professor da USP. Tem um portal bilíngue na internet (www.bibliaspa.com.br).
Além da divulgação de textos literários e acadêmicos sul-americanos, árabes e africanos, a BibliAspa Brasil promove cursos e pesquisas sobre temas pertinentes às regiões.

MPF vai apurar supostas irregularidades em obra de Niemeyer em João Pessoa

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) vai apurar supostas irregularidades na construção da Estação Cabo Branco de Ciência, Cultura e Artes, em João Pessoa. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado em julho de 2008, o edifício sofre com rachaduras em sua estrutura, segundo nota divulgada pelo MPF. A prefeitura da capital paraibana terá de informar quais providências foram adotadas para resolver o problema.

  • Pedro Carrilho/Folha Imagem - 29.out.2008Com projeto assinado por Niemeyer, a obra da Estação Cabo Branco foi financiada pelo governo federal

A administração de João Pessoa também terá de informar quem foram os responsáveis pela fiscalização da obra durante sua execução, tanto por parte do poder público quanto pelo especialista da construtora.

Em nota, o MPF divulgou que pretende consultar cópias do convênio firmado entre a prefeitura e o Ministério da Ciência e Tecnologia para a construção do complexo científico e cultural, o contrato assinado com a construtora vencedora da licitação, e documentos técnicos como o diário de obra e o controle de concreto.

O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura da Paraíba também será contatado para informar se houve visita técnica ou fiscalização na obra durante a execução.

No ano passado, o Ministério Público da Paraíba pediu a adaptação e correção de irregularidades ligadas à acessibilidade para cadeirantes e deficientes visuais na Estação Cabo Branco. De acordo com a Procuradoria do Cidadão, as adaptações foram feitas.

O projeto da estação também já havia causado polêmica entre ambientalistas, segundo a imprensa paraibana. O local onde o prédio se localiza é uma área de preservação ambiental.

Cambridge apresenta casa com emissão zero de carbono

Universidade se inspirou em sistema construtivo medieval do Mediterrâneo para o desenvolvimento do protótipo em Staplehurst

Rafael Frank

A Universidade de Cambridge (Reino Unido) apresentou uma casa de quatro dormitórios com emissão zero de carbono para ser produzida em larga escala. O projeto, intitulado “Crossway”, possui um modelo em tamanho real na cidade inglesa de Staplehurst.

O sistema construtivo é conhecido há mais de 600 anos.  O departamento de arquitetura da universidade inglesa se inspirou em casas medievais, por serem consideradas mais eficientes na contenção de emissões de gases causadores do efeito estufa. “O design é econômico e a construção, é relativamente fácil e rápida”, afirmou o desenhista Michael Ramage, do Departamento de Arquitetura da Universidade de Cambridge.

O projeto consiste basicamente em um arco de 20 metros coberto com terra e plantas. O design foi adaptado de uma técnica do mediterrâneo que utilizava tijolos, tradicional na região da Catalunha e popularizada no século 19 por arquitetos da região. Entretanto, os primeiros exemplos são oriundos de 1382, em Valência. Na versão mais atual, o concreto foi empregado para oferecer maior segurança à estrutura.

Além do uso de aquecedores solares, o projeto previu o emprego de aquecedor de 11kW que utiliza biomassa como combustível, para os dias de pouca incidência solar.  Papéis de jornal reciclado foram empregados no protótipo com a função de isolantes térmicos.

O governo britânico objetiva a construção de novas residências livres de emissões de gases causadores do efeito estufa até 2016. Atualmente, as casas são responsáveis por 27% das emissões de gases causadores do efeito estufa no país e o uso da energia solar não é recorrente.

Divulgação

Coréia do Sul constrói túnel com 48 m de profundidade


Está em construção um túnel submerso, que liga a cidade de Busan e a Ilha Geoje, na Coréia do Sul. Serão utilizadas 18 seções de concreto para completar os primeiros 3,2 km do túnel que irá integrar o projeto, com 8,2 km de extensão e custo de US$ 5,8 bilhões.

A obra está a 48m abaixo do nível da água, no Oceano Pacífico. Trata-se da segunda maior profundidade de um túnel submerso. A área possui geologia frágil e que demandou intervenções. Além disso, é necessário respeitar a janela de ventos fortes e até tufões para a execução d o empreendimento.

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O túnel está orçado em US$ 1,8 bilhões e interliga a segunda maior cidade da Coréia do Sul, Busan, à ilha de Geoje. Há ainda duas pontes de dois quilômetros que integram a rodovia. Atualmente, o único acesso à ilha é através de uma ferrovia de 140 km. As novas vias deverão ser entregues no final de 2010 e encurtar o percurso em 60 km.