Solimar Isaac

escritório de arquitetura e urbanismo

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Cambridge apresenta casa com emissão zero de carbono

Universidade se inspirou em sistema construtivo medieval do Mediterrâneo para o desenvolvimento do protótipo em Staplehurst

Rafael Frank

A Universidade de Cambridge (Reino Unido) apresentou uma casa de quatro dormitórios com emissão zero de carbono para ser produzida em larga escala. O projeto, intitulado “Crossway”, possui um modelo em tamanho real na cidade inglesa de Staplehurst.

O sistema construtivo é conhecido há mais de 600 anos.  O departamento de arquitetura da universidade inglesa se inspirou em casas medievais, por serem consideradas mais eficientes na contenção de emissões de gases causadores do efeito estufa. “O design é econômico e a construção, é relativamente fácil e rápida”, afirmou o desenhista Michael Ramage, do Departamento de Arquitetura da Universidade de Cambridge.

O projeto consiste basicamente em um arco de 20 metros coberto com terra e plantas. O design foi adaptado de uma técnica do mediterrâneo que utilizava tijolos, tradicional na região da Catalunha e popularizada no século 19 por arquitetos da região. Entretanto, os primeiros exemplos são oriundos de 1382, em Valência. Na versão mais atual, o concreto foi empregado para oferecer maior segurança à estrutura.

Além do uso de aquecedores solares, o projeto previu o emprego de aquecedor de 11kW que utiliza biomassa como combustível, para os dias de pouca incidência solar.  Papéis de jornal reciclado foram empregados no protótipo com a função de isolantes térmicos.

O governo britânico objetiva a construção de novas residências livres de emissões de gases causadores do efeito estufa até 2016. Atualmente, as casas são responsáveis por 27% das emissões de gases causadores do efeito estufa no país e o uso da energia solar não é recorrente.

Divulgação

Coréia do Sul constrói túnel com 48 m de profundidade


Está em construção um túnel submerso, que liga a cidade de Busan e a Ilha Geoje, na Coréia do Sul. Serão utilizadas 18 seções de concreto para completar os primeiros 3,2 km do túnel que irá integrar o projeto, com 8,2 km de extensão e custo de US$ 5,8 bilhões.

A obra está a 48m abaixo do nível da água, no Oceano Pacífico. Trata-se da segunda maior profundidade de um túnel submerso. A área possui geologia frágil e que demandou intervenções. Além disso, é necessário respeitar a janela de ventos fortes e até tufões para a execução d o empreendimento.

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O túnel está orçado em US$ 1,8 bilhões e interliga a segunda maior cidade da Coréia do Sul, Busan, à ilha de Geoje. Há ainda duas pontes de dois quilômetros que integram a rodovia. Atualmente, o único acesso à ilha é através de uma ferrovia de 140 km. As novas vias deverão ser entregues no final de 2010 e encurtar o percurso em 60 km.