Solimar Isaac

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Vodafone Head Office - Portugal


Em 1984, a Vodafone foi fundada, era uma empresa de pequeno porte. Hoje, é uma das principais empresas mundiais de telecomunicações móveis com atividades globais. Sede bem localizada Vodafone Português está na Avenida da Boavista no Porto (Porto), o homónimo de vinho do Porto e segunda cidade de Portugal global, depois de Lisboa.

O edifício super moderno foi desenhado pelos arquitectos José António Barbosa e Pedro Guimarães de Barbosa Guimarães Arquitectos.

O desejo do arquiteto, para refletir o credo da Vodafone “Vodafone Life, Life in Motion” conduzirá à criação de um edifício que desafia a estática e parece estar fora de equilíbrio. Três andares do edifício de oito pisos são subterrâneos. A secção transversal revela uma pegada desigual quase como se toda a estrutura havia caído do céu a uma grande velocidade e bateu-se para a terra onde se senta agora, só em parte exposto e ligeiramente despenteado. Totalmente desconstrutivista.

Na verdade, a fachada lembra-nos de um projeto de origami ligeiramente inacabadas que acabará por se tornar um modelo de escala de um museu, os pontos de vista dentro trazems variações de espaços angulares, desigual e agradavelmente resolvidas.

Um belo projeto contemporâneo e com muita personalidade. Fica ai a dica de uma boa arquitetura.

Abraços e beijos

Solimar Isaac

Coréia do Sul constrói túnel com 48 m de profundidade


Está em construção um túnel submerso, que liga a cidade de Busan e a Ilha Geoje, na Coréia do Sul. Serão utilizadas 18 seções de concreto para completar os primeiros 3,2 km do túnel que irá integrar o projeto, com 8,2 km de extensão e custo de US$ 5,8 bilhões.

A obra está a 48m abaixo do nível da água, no Oceano Pacífico. Trata-se da segunda maior profundidade de um túnel submerso. A área possui geologia frágil e que demandou intervenções. Além disso, é necessário respeitar a janela de ventos fortes e até tufões para a execução d o empreendimento.

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O túnel está orçado em US$ 1,8 bilhões e interliga a segunda maior cidade da Coréia do Sul, Busan, à ilha de Geoje. Há ainda duas pontes de dois quilômetros que integram a rodovia. Atualmente, o único acesso à ilha é através de uma ferrovia de 140 km. As novas vias deverão ser entregues no final de 2010 e encurtar o percurso em 60 km.

Urbanismo sustentável

Paris Revi Gauche: urbanismo sustentável
Por Andressa Fernandes

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Polêmico por sua arquitetura, inteligente pela abordagem sustentável: assim é o projeto Paris Rive Gauche, na capital francesa, que une três bairros (os quartiers parisienses) de Austerlitz, Tolbiac e Masséna. E inclui edifícios como a Biblioteca Nacional, projeto de Dominique Perrault, e a Universidade de Paris 7. A região passa por debate e reformulações desde os anos de 1990, com projetos de repercussão que ultrapassam o perímetro das edificações e chega à urbanização e à consciência dos parisienses.

A revitalização de sua área de 130 hectares (1,3 km²) surgiu com o objetivo de ligar o antigo bairro ao Rio Sena, ao superar a declividade do terreno e remanejar 26 hectares (260 mil m²) cobertos por linhas férreas, que ficavam entre o bairro e o rio. A idéia também inclui o desenvolvimento de um novo pólo econômico da cidade, tornando a região atrativa para indústrias e para a geração de emprego, e ainda promover a miscigenação urbana e social. Para isso, propõe reequilibrar, por exemplo, a quantidade de moradias sociais e estudantis e integrar a universidade à cidade.

“Paris Revi Gauche era o último bairro que ainda podia receber novas obras”, afirma Ana Rocha Melhado que, desde 2003, realiza uma pesquisa de pós-doutorado sobre a revitalização do local, pelo Departamento de Engenharia de Produção da Universidade de São Paulo, em parceria com a Université Pierre Mendés France (UPMF) e a Société d’Économie Mixte et d’Aménagement de la Ville de Paris (Semapa, a responsável pelo gerenciamento do projeto). As obras no Paris Revi Gauche ainda devem durar cerca de dez anos.

imagens divulgação Semapa

Sustentabilidade aplicada
Segundo Ana Rocha, no início do projeto a preocupação era mais social que sustentável. Aos poucos, itens como a redução no consumo de energia, gestão da água, redução da poluição sonora e melhoria de moradias e construções foram incorporadas e passaram a nortear o projeto, ao lado da necessidade de novos empregos, transporte e lazer.

Todos os prédios construídos nos últimos quatro anos passaram a utilizar eletricidade gerada a partir da energia solar captada por painéis fotovoltaicos, além de sistemas de reúso de água. Até 2025, o consumo energético da região deverá ser reduzido a ¼ do que era em 2000.

Com a certificação da Semapa pela norma ISO 14001, algumas exigências passaram a determinar projetos arquitetônicos: prédios teriam de ter cinco fachadas, espaços para convivência e jardim no térreo, além de um telhado verde. “A Universidade de Física e Química já foi totalmente pensada dentro desses critérios de gestão de resíduos e redução de impactos ambientais”, afirma Ana. “Foi preciso que a luz natural entrasse por diversos ângulos da edificação, ao contrário do que acontece no modelo ‘caixote’ clássico, visto em construções mais antigas”, diz.

A opção por meios de transporte menos poluentes também faz parte do conceito do Paris Revi Gauche: além do metrô, há o programa Velib, de aluguel de bicicletas em pontos estratégicos do bairro. “O conceito de sustentabilidade vai muito além das soluções técnicas de conforto acústico e energia; é preciso ter o transporte adequado”, acredita a engenheira.

Arquitetura polêmica
As faculdades de Física, Química e Arquitetura já estão funcionando, junto das bibliotecas instaladas nos edifícios restaurados. Segundo Ana, a construção de edifícios residenciais no setor de Austerlitz deve começar em breve, enquanto as de Masséna e Tolbiac já estão prontas. Falta ainda agradar aos parisienses, que insistem na preferência pela arquitetura histórica.

Ana Rocha acredita que é possível trazer a idéia do Paris Revi Gauche para o Brasil, basta que as condições climáticas sejam revisadas. “Em São Paulo, esse conceito de urbanismo sustentável poderia ser utilizado na Operação Água Branca (criada em 1999, constitui-se de 13 obras que incluem a ampliação e alargamento de vias e abertura de novas ruas na região e viadutos sobre a linha férrea e o rio Tietê), mediante parceria entre capitais de investimento público e privado”, afirma.

Ana acredita também que o Brasil está tecnicamente preparado para tal projeto. A maior barreira, pondera, será a cultural. “Envolve uma mudança de comportamento, associada à educação”, diz.  A pesquisadora ressalta que o investimento pesado em comunicação e conscientização da sociedade parisiense foi essencial para que o projeto desse certo. Essa também deverá ser condição básica para sua implantação e sobrevivência em um país como o Brasil.