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Urbanismo sustentável

Paris Revi Gauche: urbanismo sustentável
Por Andressa Fernandes

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Polêmico por sua arquitetura, inteligente pela abordagem sustentável: assim é o projeto Paris Rive Gauche, na capital francesa, que une três bairros (os quartiers parisienses) de Austerlitz, Tolbiac e Masséna. E inclui edifícios como a Biblioteca Nacional, projeto de Dominique Perrault, e a Universidade de Paris 7. A região passa por debate e reformulações desde os anos de 1990, com projetos de repercussão que ultrapassam o perímetro das edificações e chega à urbanização e à consciência dos parisienses.

A revitalização de sua área de 130 hectares (1,3 km²) surgiu com o objetivo de ligar o antigo bairro ao Rio Sena, ao superar a declividade do terreno e remanejar 26 hectares (260 mil m²) cobertos por linhas férreas, que ficavam entre o bairro e o rio. A idéia também inclui o desenvolvimento de um novo pólo econômico da cidade, tornando a região atrativa para indústrias e para a geração de emprego, e ainda promover a miscigenação urbana e social. Para isso, propõe reequilibrar, por exemplo, a quantidade de moradias sociais e estudantis e integrar a universidade à cidade.

“Paris Revi Gauche era o último bairro que ainda podia receber novas obras”, afirma Ana Rocha Melhado que, desde 2003, realiza uma pesquisa de pós-doutorado sobre a revitalização do local, pelo Departamento de Engenharia de Produção da Universidade de São Paulo, em parceria com a Université Pierre Mendés France (UPMF) e a Société d’Économie Mixte et d’Aménagement de la Ville de Paris (Semapa, a responsável pelo gerenciamento do projeto). As obras no Paris Revi Gauche ainda devem durar cerca de dez anos.

imagens divulgação Semapa

Sustentabilidade aplicada
Segundo Ana Rocha, no início do projeto a preocupação era mais social que sustentável. Aos poucos, itens como a redução no consumo de energia, gestão da água, redução da poluição sonora e melhoria de moradias e construções foram incorporadas e passaram a nortear o projeto, ao lado da necessidade de novos empregos, transporte e lazer.

Todos os prédios construídos nos últimos quatro anos passaram a utilizar eletricidade gerada a partir da energia solar captada por painéis fotovoltaicos, além de sistemas de reúso de água. Até 2025, o consumo energético da região deverá ser reduzido a ¼ do que era em 2000.

Com a certificação da Semapa pela norma ISO 14001, algumas exigências passaram a determinar projetos arquitetônicos: prédios teriam de ter cinco fachadas, espaços para convivência e jardim no térreo, além de um telhado verde. “A Universidade de Física e Química já foi totalmente pensada dentro desses critérios de gestão de resíduos e redução de impactos ambientais”, afirma Ana. “Foi preciso que a luz natural entrasse por diversos ângulos da edificação, ao contrário do que acontece no modelo ‘caixote’ clássico, visto em construções mais antigas”, diz.

A opção por meios de transporte menos poluentes também faz parte do conceito do Paris Revi Gauche: além do metrô, há o programa Velib, de aluguel de bicicletas em pontos estratégicos do bairro. “O conceito de sustentabilidade vai muito além das soluções técnicas de conforto acústico e energia; é preciso ter o transporte adequado”, acredita a engenheira.

Arquitetura polêmica
As faculdades de Física, Química e Arquitetura já estão funcionando, junto das bibliotecas instaladas nos edifícios restaurados. Segundo Ana, a construção de edifícios residenciais no setor de Austerlitz deve começar em breve, enquanto as de Masséna e Tolbiac já estão prontas. Falta ainda agradar aos parisienses, que insistem na preferência pela arquitetura histórica.

Ana Rocha acredita que é possível trazer a idéia do Paris Revi Gauche para o Brasil, basta que as condições climáticas sejam revisadas. “Em São Paulo, esse conceito de urbanismo sustentável poderia ser utilizado na Operação Água Branca (criada em 1999, constitui-se de 13 obras que incluem a ampliação e alargamento de vias e abertura de novas ruas na região e viadutos sobre a linha férrea e o rio Tietê), mediante parceria entre capitais de investimento público e privado”, afirma.

Ana acredita também que o Brasil está tecnicamente preparado para tal projeto. A maior barreira, pondera, será a cultural. “Envolve uma mudança de comportamento, associada à educação”, diz.  A pesquisadora ressalta que o investimento pesado em comunicação e conscientização da sociedade parisiense foi essencial para que o projeto desse certo. Essa também deverá ser condição básica para sua implantação e sobrevivência em um país como o Brasil.

Jovem cria painéis solares

Jovem cria painéis solares com esmalte e acetona

BBC

Nicole Kuepper inventou o processo que barateou os custos

Nicole Kuepper inventou o processo que barateou os custos

Uma jovem cientista australiana criou células fotovoltáicas - usadas para transformar energia solar em energia elétrica - a partir de produtos parecidos com esmalte e acetona, uma impressora e um forno de pizza, baixando o preço da tecnologia.

Os painéis solares criados por Nicole Kuepper, de 23 anos, são bem mais simples e mais baratos dos que os tradicionais por não usar tecnologia de ponta, mas mantêm a mesma qualidade.

Kuepper, que é estudante da Universidade de Nova Gales do Sul e já patenteou o processo, conta que descobriu a fórmula “quase sem querer”.

“Eu estava fazendo os testes e esqueci de usar um produto. No final deu certo sem ele”, disse ela.

Processo
No processo, Kuepper pulveriza químicos parecidos com esmalte em células de silício e depois passa essas células finas por uma impressora comum que, em vez de tinta, usa acetona para moldá-las no formato certo.

Depois, o material é “assado” em um forno similar ao de pizza, numa temperatura mais baixa do que a do processo normal.

Segundo a estudante, o método cria painéis solares mais baratos e tão eficientes quanto os tradicionais. Os gastos com o processo são reduzidos por causa da simplicidade dos materiais usados e da tecnologia, além da temperatura mais baixa.

No método convencional, a temperatura utilizada na criação de painéis solares chega a até 800 graus Celsius. Com a nova técnica, a temperatura cai para 300 graus Celsius.

Além disso, o wafer de silício usado para fazer o painel solar tem a espessura de 50 micrômetros (μm), bem mais fino se comparado com o padrão de 250μm.

Com a invenção, batizada de iJET, a australiana pretende levar energia barata e limpa para regiões sem acesso à eletricidade, inclusive em países em desenvolvimento, como o Brasil.

“Quero oferecer aos dois bilhões de habitantes menos favorecidos que não possuem facilidades elétricas, condições de ler à noite ou de se manterem informados sobre o mundo através do rádio usando energia do sol”.

Colecionadora de títulos científicos de prestígio na Austrália, a jovem ressalta que, quando o método começar a ser comercializado, daqui a três anos, ele vai reduzir a emissão de gases poluentes causadores do efeito estufa e das mudanças climáticas.

A demanda por painéis solares está crescendo em todo o mundo, mas o material ainda custa caro. Para tornar sua casa auto-suficiente em energia, por exemplo, o australiano Michael Mobbs gastou cerca de R$ 70 mil, mas a longo prazo, a relação de custo-benefício compensa.

Mobbs não paga mais conta de luz, além de já ter economizado tudo o que gastou em 12 anos.
“Todo ano evito que cerca de quatro toneladas de carvão sejam queimadas e que oito toneladas de gases estufa sejam emitidos na atmosfera”, disse ele.

Renato Saboya

Londres - Revolucao Industrial

O planejamento surgiu como uma resposta aos problemas enfrentados pelas cidades, tanto aqueles não resolvidos pelo urbanismo moderno quanto aqueles causados por ele. A expressão “planejamento urbano” vem da Inglaterra e dos Estados Unidos, e marca uma mudança na forma de encarar a cidade e seus problemas.

Uma modificação importante refere-se ao reconhecimento do fenômeno urbano como algo dinâmico, o que leva a encarar a cidade como resultado de sua própria história e como algo que está, de alguma maneira, evoluindo no tempo. Portanto, a cidade passa a ser vista como o produto de um determinado contexto histórico, e não mais como um modelo ideal a ser concebido pelos urbanistas (KOHLSDORF, 1985).

Isso leva à segunda mudança introduzida pelo planejamento: a ênfase passa da busca pelo modelo de cidade ideal e universal para a solução de problemas práticos, concretos, buscando estabelecer mecanismos de controle dos processos urbanos ao longo do tempo. A cidade real passa a ser o foco, ao invés da cidade ideal.

Outra mudança importante é a entrada em cena de profissionais de diversas áreas do conhecimento, cada um com a sua visão sobre os problemas da cidade. Dessa forma, houve uma redução no papel do arquiteto no desenvolvimento das cidades. A partir daí esse papel, que até então era preponderante, foi reduzido a apenas uma parte do processo como um todo. Kohlsdorf (1985, p. 35) argumenta que

ao receber a colaboração de sociólogos, historiadores, economistas, juristas, geógrafos, psicólogos etc., a definição de cidade realizada pela arquitetura entrou, talvez, na maior crise de toda a história desta última.

cidade - visao geral - 01
Foto: Stuck in Customs.

Dentro dessa nova concepção, o planejamento pode ser definido como o processo de escolher um conjunto de ações consideradas as mais adequadas para conduzir a situação atual na direção dos objetivos desejados.

Essa visão contrasta com a con cepção mais tradicional, segundo a qual o urbanista deveria “projetar” a cidade. Mas essa mudança somente se consolidou com o advento do planejamento sistêmico, que representou

[...] uma mudança da velha idéia de planejamento como a produção de projetos para cidade desejada do futuro para uma nova idéia de planejamento como uma série contínua de controles sobre o desenvolvimento de uma área, auxiliados por mecanismos que buscam simular o processo de desenvolvimento de forma que esse controle possa ser aplicado. (HALL, 2002, p. 6)

Brian McLoughlin, em seu clássico livro “Urban & regional planning: a systems approach” (MCLOUGHLIN, 1969), lança as bases do planejamento sistêmico. Segundo ele, a cidade é um sistema composto por partes (atividades humanas e os espaços que as suportam) intimamente conectadas (fluxos e canais de circulação). Por isso, para intervir nesse sistema não é mais suficiente o enfoque espacial dos arquitetos, dominante até então. Ao contrário, é necessário reconhecer o caráter dinâmico e sistêmico das cidades.

Partindo desse argumento, McLoughlin propõe uma seqüência de etapas que devem ser seguidas durante o processo de planejamento e que, ao contrário da tradição arquitetônica, não acaba com a seleção das ações a serem implementadas (ou, no caso dos arquitetos, com o projeto físico da área). O processo de planejamento, portanto, passa a ser visto como um processo cíclico, no qual os resultados alcançados pelas ações passam a servir de objeto de análise que gera retroalimentações para as outras fases do processo.

As etapas prescritas por McLoughlin são:

  1. Avaliação preliminar
  2. Formulação dos objetivos
  3. Descrição e simulação do sistema
  4. Definição de alternativas (cursos de ação)
  5. Avaliação das alternativas
  6. Seleção das alternativas
  7. Implementação

Adesivos nas paredes

Papel de parede ou adesivo

A cena é comum: você olha para a parede branca e fica imaginando o que pode fazer ali. Quer uma saída rápida? Aproveite a volta dos papéis de parede e proporcione um toque retrô ao ambiente. Outra opção é dar uma graça pontual com adesivos - é possível comprar pronto ou encomendar desenhos exclusivos.

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Estampa retrô
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Composição lúdica
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Clássico atualizado
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Estampa vintage
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Artesanato reinventado
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Imagem enigmática
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Natureza ilustrada

Dicas para um revestimento impecável
• O papel pode ser usado numa única parede? Sim, principalmente se o ambiente for grande. “Escolha a parede principal”, sugere a arquiteta Andrea Balastreire.
• A superfície precisa estar lisa e sem sinais de umidade. O ideal é pintá-la com tinta látex PVA fosca.
• Enjoou da estampa? Antes de substituí-la, é recomendável remover o papel original. Se a parede estiver em bom estado, basta uma nova demão de tinta.
• Dá para aplicar o papel sobre o azulejo antigo desde que a área seja uniformizada com o preenchimento dos rejuntes.
• Não exagere na limpeza: modelos com proteção de vinil aceitam no máximo pano úmido com sabão neutro.

Acerte na aplicação do adesivo
• Antes de colar a imagem, certifique-se de que a superfície esteja limpa, lisa e seca.
• Use uma espátula para eliminar bolhas ao transferir o adesivo para a parede.
• Se o desenho é grande, peça ajuda. Demarcar a área desejada também é uma boa estratégia.
• Ao reunir temas diferentes, opte por uma pequena variação de cor. Para acertar na composição, ensaie antes. Recorte o contorno das figuras, pregue fita crepe por trás e experimente a melhor composição.
• Limpe, preferencialmente, com pano úmido.

[Fonte: Casa Claudia]

Dicas de decoração

Velas criam uma atmosfera aconchegante
Velas criam uma atmosfera aconchegante

Na cama, dê preferência para cores claras. Escolha lençóis e edredons macios e de fibras naturais.

Em espaços pequenos, prefira cores claras.

Almofadas com estampas diversas em sofás e poltronas ficam interessantes juntas quando formam um composé legal de cores e padrões.

Ambientes sem separação parecem maiores, assim elimine portas entre cômodos

Use diferentes tons de louças e cristais e crie uma atmosfera interessante para o jantar.

Não hesite em exibir objetos pessoais que contam sua história e criam uma relação entre você e sua casa.

A moda pode apresentar tendências e sugestões. Não encare isso como obrigação.

Invista na natureza, ela continua em alta. A vegetação natural dá um toque especial aos ambientes. Motivos florais estão evidentes em tecidos e em detalhes nas paredes. Além, é claro, da madeiras e revestimentos que são utilizados em seu estado original ou reproduzidos com tecnologia, mantendo seu aspecto artesanal.

Dicas de Pintura

Para encurtar seu ambiente: Aplique tons escuros nas paredes menores. Essa técnica é recomendada para espaços muito compridos/retangulares.

Para alongar seu ambiente: Aplique cores mais escuras em duas paredes opostas. Essa técnica é ideal para espaços quadrados.

Para disfarçar objetos: Pinte a parede com cores próximas a do objeto.

Para valorizar objetos: Pinte a parede com cores contrastantes a do objeto.

Para rebaixar o teto: Você deve aplicar cores mais claras nas paredes e uma cor mais escura no teto.

Para elevar o teto: Você deve aplicar cores mais escuras nas paredes e uma mais clara no teto.

Para alargar o corredor: Você deve pintar as paredes menores e o teto com tons mais escuros. As outras paredes devem ser pintadas com cores mais leves.

Para alongar a parede: Você deve aplicar duas cores numa mesma perde, com a divisa à meia altura. Pinte com cores mais escuras a parte inferior e utilize tons leves na parte superior.

Para encurtar a parede: Você deve aplicar duas cores numa mesma parede, com divisa à meia altura. Pinte com cores mais claras a parte inferior e utilize tons escuros na parte superior.

Dicas sobre Cores

Branco - é a presença de todas as cores. Teoricamente, reflete todos os raios luminosos que incidem sobre uma superfície branca. Traz claridade e leveza para um ambiente. Entretanto, um ambiente totalmente branco pode se tornar monótono e hostil, levando à dispersão.

Preto - como é conhecida a ausência de cor e é o que menos reflete luz. O ideal é que ele seja utilizado moderadamente como recurso para realçar outras cores, em detalhes, do que em grandes áreas. Pois este expressa agressividade.

Azul - Serenidade, paciência, amabilidade são favorecidos por esta cor, tranqüilizando os ânimos, entretanto deve-se ter cuidado com esta cor nos tons mais escuros e com ambientes monocromáticos, que levam à introspecção - situação não recomendável para pessoas depressivas.

Verde - representa a esperança e a abundância. É a cor do equilíbrio, estimulando o silêncio e pode ajudar a amenizar o stress.

Vermelho - está associado às emoções, despertando a sexualidade e, eventualmente, desperta a agressividade. Nos ambientes, deve ser usado nos detalhes, como flores, pois o excesso torna-se irritante. Uma simples contemplação de uma superfície vermelha pode acelerar o nosso pulso.

Violeta - ligada à intuição e a espiritualidade, por isso indicado para locais de meditação. Os seus tons claros acalmam e aconchegam, contudo em tons fortes, pode agravar o estado depressivo.

Amarelo - ligado à criatividade, alegre e divertido. Ativa o raciocínio e a comunicação, sendo ideal para usar em escritórios, cantos de estudo e no estar, pois deixa as pessoas mais relaxadas e extrovertidas.

Laranja - atua sobre o sistema digestivo, abrindo o apetite - ideal para sala de refeição. É muito aconchegante, estimula o otimismo e a generosidade.

As cores frias, como azul, violeta e verde, ampliam o ambiente. São aconselháveis para aqueles que desejam passar uma sensação de espaço e dimensão.

Cores quentes, como vermelho, amarelo e laranja, tornam o ambiente visualmente menor. Além disso, são estimulantes; sua utilização em quartos é desaconselhável, pois podem prejudicar o sono e o descanso.

Carnaval, só na avenida. A utilização de muitas cores “alegres” juntas pode causar confusão visual. O contraste impactante, mas com número moderado de cores, é mais bem-vindo.

Quanto mais escuras, mais “pesadas” são as cores. Por isso, existe a tendência de utilizar tons escuros próximos ao chão, com a finalidade de fundamentar o ambiente. A falta delas torna o cômodo visualmente opressivo, como num hospital.

Se estiver na dúvida, trabalhe com apenas uma cor, variando seus tons e matizes. Para quebrar a monotonia, detalhes contrastantes e mobília em cores diferentes são aconselháveis.

O design da mobília fica favorecido se houver contraste entre sua cor e os tons da parede.

Cores primárias, quando usadas em demasia, cansam a vista. Para áreas grandes, como paredes, prefira tons mais claros da mesma cor.

Cores complementares são importantes para dar harmonia ao ambiente. Veja qual complementa qual : Azul / Laranja ; Roxo / Amarelo; Vermelho / Verde.

Fonte: www.arteplural.com.br

Casa COR 2008: Brasília e Bahia

Desde que se iniciaram as mostras, em maio deste ano, a Tok&Stok vem se destacando com diversos produtos nos ambientes de alguns eventos da Casa Cor.
Após 22 anos de sucesso, o maior evento de arquitetura, decoração e paisagismo conta hoje com 13 franquias brasileiras e três no exterior – Panamá, Peru e Suécia.
Neste mês, a Tok&Stok participa das versões baiana e brasiliense. Confira a programação:

Casa Cor Brasília – 10 de setembro a 19 de outubro de 2008

Com 49 ambientes, criados por 69 profissionais, entre arquitetos, decoradores e paisagista, a Casa Cor Brasília traz as mais recentes tendências de estilo, materiais e idéias em arquitetura e decoração. O evento será realizado na Mansão Flamboyant, no Park Way, e ocupará 2.500 m2 de área construída. Entre os ambientes programados, haverá os espaços comerciais, como a livraria, a ótica, joalheria, pizzaria, armazém de artesanato e o espaço de eventos.

Local: Mansão Flamboyant, no Park Way (SMPW, Qd. 14, Cj. 03, Cs. 01)
Horário: Terça a Domingo, das 12h às 22h
Preço do ingresso: Terça a Sexta - R$ 28/ Sábados, Domingos e feriados - R$ 30,00
(Estudantes e idosos acima de 60 anos pagam meia entrada)
Mais informações: (61) 3242.1095

Casa Cor Bahia –18 de setembro a 26 de outubro de 2008

A 14ª edição da Casa Cor Bahia realizará - pela primeira vez na trajetória do evento – uma mostra em um hotel em pleno funcionamento. Com quatro mil metros quadrados de área construída, o evento terá 50 ambientes, que serão assinados por 66 nomes ligados às áreas de arquitetura, urbanismo, design de interiores, paisagismo e engenharia. A 14ª edição ainda conta com uma novidade: o projeto Novos Talentos, que permite que recém-formados ou formandos participem pela primeira vez do evento.

Local: Hotel da Bahia – Av. Sete de Setembro, 1537 - Campo Grande
Horário: Terça à Sábado- 16h às 22h / Domingos - 16h às 21h
Preço do ingresso: R$ 25,00 (preço único)
Mais informações: (71) 3345-4360  /  (71) 3328-1119

Lançamentos Milão 2008

Por Arq. Ignez Ferraz

Milão é sempre uma festa em abril, quando acontece a Fiera di Milano, a mais importante feira de design mundial, onde são lançadas as tendências no setor, que serão adquiridas (ou copiadas, na maioria das vezes) pelos fabricantes de todos os países. Confira as novidades deste ano com fotos exclusivas de Gustavo Andrade.

Cadeiras, cadeiras, cadeiras… ainda vedetes, ainda coloridas, leves, vazadas e tramadas

Para quem acredita que só encontrará novidades – e das boas – engana-se! Nem firmas consolidadas como Moroso, B&B, Kartell ou Artek conseguiriam preencher anualmente mais de 220.000 m² apenas com lançamentos.

A transformação do mobiliário, apesar de acompanhar idéias da Moda, não é tão premente e caminha mais devagar, com atenção às necessidades evolutivas do ser humano e sempre em busca de novas soluções tecnológicas. É um passo a passo lento e lógico, previsível para os antenados designers.

O eco design é um dos temas mais em voga nos últimos anos

É claro que o lado comercial é preponderante - é preciso que o cliente consuma mais e mais e, portanto, os produtos não poderão ser tão atemporais assim. Mas, como para cada idéia revolucionária serão necessárias transformações no maquinário, as modificações permanecem mais nos detalhes – uma nova cor, textura, estampa, puxador, etc.

Spoon para a Mathias de Lino Codato - Cadeiras com variação de estampas.

Apenas em alguns anos existem concepções extraordinárias que realmente revolucionam nosso habitat – foi o caso da Eurocucina em 99, quando as poderosas ferragens permitiram a fabricação de enormes gavetões para a cozinha, além das portas basculantes para os armários superiores (propostos pela Valcucine). Ela nunca mais foi a mesma e ganhou status de espaço gourmet - a culinária transformou-se em gastronomia.

Prototype Kitchen para a Panasonic de Naoto Fukasawa – ilha concebida para amalgamar-se no espaço da cozinha.

Aqui vale a pena uma explicação: a Euromobile (Salone Internazionale del Mobile, em sua 47ª apresentação) acontece anualmente, assim como o Salone del Complemento d´Arredo, o Salone Satellite (coming-up designers) e a Eurocucina, em sua 17ª performance. Entretanto, outros desdobramentos como o SaloneUfficio (em sua 14ª exibição) e o Salone Internazionale del Bagno (2ª) são bianuais, alternando com a Euroluce, que no ano passado se apresentou pela 24ª vez.

Banheira (2,70m de diâmetro com altura média de 1,00m) e pia em cipreste de Ryu Kosaka para a japonesa FURO

E para quem já está imaginando que não conseguiria ver TUDO, é “tudo verdade”, mas aqui vai uma dica: nem todos os pavilhões exibem mobiliário contemporâneo. Como os meios de comunicação só apresentam esta linha, e, mesmo assim, com material já selecionado, acreditamos que só encontraremos vanguarda. Não, existem inúmeros espaços compostos por clássicos ou material descartável. Mas os organizadores são “bonzinhos” e o que vale a pena é agrupado num mesmo local. E mais: com o tempo aprendemos que os números dos pavilhões se repetem ano a ano e basta irmos direto às boas fontes.

Para quem curte ver uma estrela “ao vivo” não perca as palestras. Este ano, Matali Crasset, Rem Koolhaas, Jean Nouvel e Ross Lovegrove estavam presentes e havia interessantes confrontos entre artistas e designers.

As mostras FUORI SALONE são imperdíveis e tão importantes quanto os expositores internos. Acontecem em locais públicos (como praças), alternativos (como galpões) ou mesmo em lojas como a maravilhosa Dríade, sempre envolta por cenários exuberantes.

Estão pensando que só os “pequenos” expõem “fora”? Ledo engano.

A poderosíssima Cappellini costuma promover eventos externos, inclusive não muito próximos - mas podemos ser escoltados por vans particulares. É comum a marca exibir um pequeno point na Feira, mas o grande mostruário ser outside.

Lavatório com espelho AQ Collection de Jaime Hayon.